Um nada. Um Tudo....
...
ou será que as abstracções são contáveis.
Talvez um resto de unhas ruidas sem saber porquê.
Talvez umas pontas de cigarro já apagadas e esquecidas.
Talvez uma caneta vazia que já escreveu o que tinha a escrever
e que deixou no tinteiro as coisas mais belas
e só serviu de lâmina aguda e cortante.
Talvez...
Talvez uma gota de chuva que já percorreu o ar que respiramos e sentimos.
Talvez uma folha de papel cheia de palavras fúteis.
Talvez um cheiro a terra molhada da chuva á vida de pés descalços.
Talvez um mar calmo sedento de sonhos e ideais.
Talvez uma nota de banco que apaga os esforços de um corpo cansado
...
ou que até nem paga.
Talvez uma confusão de ruídos vindos de não sei onde, não sei como.
Talvez...
Talvez umas mãos estendidas que esperam o fingimento de bondade
e caridade das pessoas iguais aos numeros.
Talvez uma sensação vazia de alguém que está... vazia.
Talvez um bando de pardais nos fios telefónicos.
Talvez o coração aberto a uns breves instantes.
Talvez a espera de uma hora.
Talvez a chuva que cai... indiferente.
Talvez uma lágrima que rola por entre os sonhos desfeitos e flores mortas.
Talvez as pessoas sintam isso.
Talvez aprendam que a Vida pode ser um dia, uma hora, um minuto,
que a Vida pode ser uma coisa bela e insignificante, tão cheia de nada...
e de tudo...
ou será que as abstracções são contáveis.
Talvez!?.
1 Comments:
Caro El Greco
Gostei!
Um abraço
Daniel
domingo, abril 03, 2005 6:50:00 p.m.
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